Licenças novas vs licenças Microsoft usadas: quais as diferenças para as empresas?
Licenças novas vs licenças Microsoft usadas: quais as diferenças para as empresas?
Quando uma empresa precisa equipar postos de trabalho ou servidores, a escolha entre licenças novas e usadas surge cada vez mais. Com o aumento dos custos de software, as licenças usadas tornaram-se uma alternativa credível.
Compreender o que é uma licença Microsoft nova
Uma licença nova é uma licença adquirida diretamente ao editor ou através da sua rede oficial de distribuição. Nunca foi utilizada anteriormente e é geralmente vendida no âmbito de:
- contrato em volume
- licença OEM com hardware novo
- licença Retail
Com uma licença nova, a empresa torna-se titular dos direitos de utilização de acordo com as condições definidas pelo editor. Este modelo foi historicamente a norma nas empresas, nomeadamente para ambientes Windows, Microsoft Office ou Windows Server.
O que é uma licença Microsoft usada?
Uma licença Microsoft usada é uma licença perpétua em volume já utilizada por uma empresa e depois revendida legalmente a outra organização, no respeito do enquadramento jurídico europeu.
A revenda de licenças perpétuas é autorizada desde que certas condições sejam respeitadas:
- licença perpétua
- contrato em volume
- transferência documentada
- desinstalação prévia
A empresa compradora obtém então os mesmos direitos de utilização que com uma licença nova.
A diferença entre licença nova e licença Microsoft usada
Contrariamente a uma ideia ainda difundida, não existe qualquer diferença técnica ou funcional entre uma licença Microsoft nova e uma licença Microsoft usada conforme.
Uma licença usada permite exatamente:
- direitos de uso
- funcionalidades
- duração
- conformidade em auditorias
Em ambos os casos, a empresa dispõe de um direito oficial de utilização do software.
A diferença assenta apenas em dois elementos: o modo de aquisição e o preço.
Diferença 1: aquisição
A primeira diferença diz respeito à forma como a licença chega à empresa.
Licença nova
- Compra direta no circuito do editor
- Licença utilizada pela primeira vez
Licença usada
- Licença já adquirida por uma empresa e revendida legalmente a uma nova organização
- Transferência de propriedade documentada
Este funcionamento insere-se numa lógica de economia circular aplicada ao software.
Diferença n.º 2: o preço
É aqui que a diferença se torna determinante. As licenças Microsoft novas são vendidas ao preço do editor, com aumentos regulares nos últimos anos. As licenças Microsoft usadas permitem, por outro lado, realizar até 70% de poupança.
Para as empresas, isto representa uma alavanca financeira importante:
- equipar mais postos de trabalho,
- modernizar infraestruturas,
- realocar o orçamento de TI para projetos estratégicos,
- reduzir os custos de conformidade de software.
Num contexto de aumento das despesas digitais, esta vantagem torna-se decisiva.
Uma alavanca estratégica para a gestão dos ambientes de TI
Para além da poupança imediata, as licenças usadas inserem-se numa reflexão mais global sobre a gestão do ciclo de vida do software.
Permitem às empresas:
- distribuir os investimentos em software ao longo do tempo
- manter ambientes estáveis sem custos adicionais
- conservar o controlo dos seus ativos de software
- evitar renovações impostas ou precipitadas
Hoje, as direções de TI procuram soluções que permitam otimizar as despesas sem comprometer a conformidade nem o desempenho. Neste contexto, as licenças usadas tornam-se uma verdadeira ferramenta de gestão orçamental.
Uma escolha sustentável e económica
A escolha entre licenças Microsoft novas e licenças usadas já não opõe dois níveis de qualidade ou de conformidade. A realidade é simples: os direitos de utilização e as funcionalidades permanecem idênticos e a principal diferença situa-se apenas no preço.
As licenças Microsoft usadas representam assim uma solução estratégica para empresas que desejam controlar os seus custos de software sem compromissos.